"Examinemos com sinceridade
a nossa existência. Onde estarmos na vida? Quais têm sido as nossas prioridades
até ao momento, e que projectamos para o tempo que nos resta?
Somos
uma mistura de
sombras e de luzes, de qualidades e de defeitos. Existirá realmente uma
maneira de ser óptima, uma realidade inelutável? Se não é esse o caso, como
remediar a situação? Trata-se de perguntas que merecem ser feitas, sobretudo se
sentimos que seria desejável e possível uma mudança.
Contudo, no Ocidente, devido às
actividades que ocupam de manhã à noite
uma parte considerável da nossa energia, temos menos disponibilidade para nos
debruçarmos sobre as causas fundamentais da felicidade. Imaginamos, de uma
forma mais ou menos consciente, que quanto mais multiplicamos as nossas actividades,
mais as nossas sensações se intensificam e mais se desvanece o nosso sentimento de
insatisfação. Na realidade, muitas são as pessoas que, pelo contrário, estão
desiludidas e frustradas com o modo de vida contemporâneo. Sentem-se
despojadas, mas não vêem outra solução porque as tradições que preconizam a transformação pessoal caíram muitas vezes em
desuso. As técnicas de meditação visam transformar o espírito. Não é necessário
colocar-lhes um rótulo religioso particular. Todos nós possuímos um espírito com o
qual podemos trabalhar."